Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

A imposição de limites aos filhos

A imposição de limites aos filhos nem sempre é uma tarefa fácil. Embora a noção de
respeito seja muito importante para o desenvolvimento da criança, é fundamental que os
pais saibam dosar rigidez e carinho na relação com os filhos. Ou seja, fazer-se respeitar
não deve ser confundido com autoritarismo, de modo que a relação entre pais e filhos
seja a mais saudável possível.
Pensando nesse grande desafio, separamos 5 passos que você deve seguir para impor
limites aos filhos. Confira!

  1. Evite punições
    Embora punições tenham efeitos positivos em muitas crianças para a imposição de
    limites, em muitos casos essa conduta pode trazer ressentimento e revolta para com a
    atitude dos pais. Dessa forma, a criança não amadurece a ideia de que deve agir de certa
    maneira por ser o certo, e sim para evitar determinadas ações punitivas.
    Assim, o ideal é procurar demonstrar por meio da fala o descontentamento para com a
    atitude do filho, de forma que a criança realmente compreenda que não se deve
    ultrapassar aquele limite.
  2. Imponha-se na fala
    Durante uma discussão, é muito importante saber o tom de voz a ser usado com a
    criança. Ao contrário do que muitos pais pensam, uma fala carregada de agressividade e
    exaltação não é o melhor caminho. Embora esse tipo de conduta faça com que a criança
    adote o comportamento desejado, cria-se um reflexo referente ao medo da reação
    parental, ao invés do real amadurecimento frente à situação.
    Assim, o ideal é que a abordagem dos pais seja sempre clara e firme, de modo que a
    criança compreenda a situação e a real necessidade de mudança de seu próprio
    comportamento. A partir da reincidência de situações semelhantes, a criança
    desenvolverá naturalmente um entendimento daquele limite.
  3. Não suborne
    Para conseguir algo da criança, é muito comum que os pais ofereçam recompensas caso
    ocorra a mudança de um comportamento indesejado. Esse tipo de conduta pode até
    mostrar resultados momentaneamente, mas isso acaba condicionando na criança à ideia
    de que o bom comportamento implica diretamente em ser recompensada.
    Em vez disso, deve-se fomentar a noção de certo e errado da criança demonstrando, sempre que possível, aprovação perante o bom comportamento ou à mudança de outro indesejável. Um simples sorriso de aprovação ou uma fala que incentive a manutenção daquela atitude já são suficientes para consolidar o aprendizado de um determinado limite.
  4. Evite ameaças
    Assim como a fala agressiva, a imposição de ameaças à criança pode ser extremamente
    negativa para o seu desenvolvimento. A presença do medo na criação dos filhos cria
    traumas e ressentimentos, o que pode prejudicar drasticamente a boa relação entre pais e
    filhos.
    Há ainda o fato de que não cumprir uma ameaça no caso de mau comportamento pode
    ser prejudicial para a manutenção da autoridade paternal, o que induz à ideia de que a
    transgressão de limites não terá consequências reais. Na situação contrária, cumprir a
    ameaça pode ser desgastante para as duas partes, além de não ser a solução ideal para a
    mudança de comportamento da criança.
  5. Nunca questione a autoridade do parceiro
    A autoridade de ambos os pais deve coexistir de maneira harmônica no imaginário do
    filho. Problemas familiares ou conflitos entre falas diferentes pode gerar confusão na
    criança, principalmente quando há o questionamento ou a diminuição da autoridade de
    um dos pais.
    Esse tipo de situação é extremamente negativo, uma vez que a criança passa
    gradativamente a desconsiderar aquela autoridade. O ideal é que sempre haja uma
    discussão prévia dos pais em relação à atitude a ser tomada frente ao conflito com o
    filho, de modo que a abordagem tenha o maior sucesso possível.

    Como participar da vida escolar do filho
    • Tudo isso pode contribuir para suas habilidades sociais. Isso porque a
    participação familiar na vida escolar dos filhos leva-os, entre outras coisas, à
    demonstração de um maior autocontrole e à manifestação de um comportamento
    cooperativo.

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