limite
Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

3 passos para aprender a impor limites

Você está sempre cedendo, ainda que a voz interna de seus pensamentos sempre invista nas tentativas de “arrancar” palavras diferentes da sua boca. Já perdeu as contas da quantidade de vezes que se viu esgotado no trabalho, depois de acatar mais uma demanda, mesmo sabendo que já tinha trabalhos e responsabilidades suficientes. De repente, você se vê tentando resolver problemas de outras pessoas e mesmo com certa resistência, acaba se envolvendo em excesso.

Se você começou a ler este artigo, provavelmente se identifica com uma ou até todas essas frases acima. Todas essas suposições estão conectadas a um problema em comum: a dificuldade de impor limites. Antes de começar a definir as consequências e propor três passos para você lidar com esse problema, vamos entender o que são os limites de maneira prática.

Tipos de limites:

  • Limites físicos: Estão relacionados às formas pelas quais você se sente mais à vontade fisicamente, e isso envolve o seu espaço pessoal, sua privacidade e a maneira em que você se sente mais confortável para receber demonstrações de afeto, por exemplo.
  • Limites emocionais: As emoções precisam ser respeitadas, ouvidas e consideradas, e isso acontece quando são estabelecidos limites assertivos e claros. Você deve compreender qual o nível de exposição de sentimentos que você se sente confortável em compartilhar, assim como definir como deseja se envolver com os sentimentos de outra pessoa. Quando limites emocionais são mantidos, encontra-se o equilíbrio.
  • Limites financeiros: Considero importante trazer esse tipo de limite em um tópico individual, visto que um grande número de pessoas possui dificuldade em lidar com ele e, em muitos casos, de forma inconsciente. Por isso, da próxima vez que o orçamento estiver no limite e você for convidado para um evento entre amigos, não hesite em dizer não. A necessidade de aprovação não pode ser maior do que a sua responsabilidade.
  • Limites sexuais: Esse é um campo que pode gerar muitas dúvidas e desconfortos, já que estamos tratando de uma esfera extremamente íntima. Mas, o fato de já estar vivendo um relacionamento amoroso, não impede de que os limites precisem ser reforçados e bem estabelecidos. O que não pode ser admitido é a submissão ao desconforto e a perda do lugar onde você expressa suas vontades e limitações.

Conhecendo os seus próprios limites:

Apenas o autoconhecimento e o tempo dedicados a conhecer o que faz sentido para você, poderão de fato te fornecer uma imagem ampla e apurada acerca de quais são os seus limites — o que envolve todas as classificações mencionadas acima. Para isso, algumas perguntas podem te ajudar. A minha sugestão é que você separe um tempo para respondê-las e se preciso, anote as respostas em um papel.

  • Em quais situações me sinto desrespeitado no meu trabalho e nas minhas relações?
  • Qual é o tempo que eu tenho realmente disponível para _______? (insira uma de suas responsabilidades ou tarefa extra);
  • O que me deixa mais irritado ou tenso quando me pedem para fazer algo?
  • Como realmente me sinto ouvindo sobre as minhas relações afetivas?
  • O que não estou disposto mais a ceder ou abrir mão?

Essas são apenas algumas das indagações que podem te ajudar a visualizar quais são os seus limites, mas lembre-se que é um exercício contínuo, onde você também terá que observar em suas reações, nos sentimentos despertados e nas palavras ditas apenas por impulso.

3 passos úteis para aprender a impor limites:

  • Dê espaço para as suas necessidades – Priorizar a si mesmo quando necessário não é sinal de egoísmo. Respeitar suas necessidades não significa nunca ceder ou construir limites tão rígidos que atrapalhem a construção de vínculos interpessoais, mas olhar para o que você precisa com mais cuidado e respeito.

Olhe para as situações partindo da perspectiva de que nem sempre você agradará quem ouve as suas opiniões, mas essa não é a sua responsabilidade.

  • Não tenha medo da resistência – Algumas pessoas irão compreender os seus limites com mais facilidade, outras nem tanto. Mas, quando você passar a enxergar os ganhos que terá e os benefícios para a sua saúde mental, lidar com conflitos ou com a sensação de estar desagradando a alguém não irá te gerar tanto medo ou receio.

 Comece pequeno, entenda quais são os primeiros pontos onde você pode começar a impor os seus próprios limites. Aos poucos, as pessoas começarão a enxergar mudanças em seu comportamento e assim, terão que lidar com as suas próprias expectativas.

  • Aprimore a sua comunicação – Uma comunicação assertiva já é “metade do caminho”, quando estamos falando sobre imposição de limites. Não se trata de violência ou agressividade na fala, mas de ser firme em seus posicionamentos e princípios (já conhecidos por você após o processo de autoconhecimento) e em uma transmissão clara e eficiente de seus pensamentos. Nem tudo precisará ser justificado, apenas na medida que você desejar conceder explicações. Fale, mas também escute. Não procure ser interpretada, mas esclareça suas convicções e necessidades.

Agora que você chegou até o final deste artigo, já tem uma tarefa de casa — entender quais são os seus limites e manter-se firme a eles. Os efeitos dessa decisão beneficiarão a sua saúde, seus relacionamentos e até mesmo a sua autoestima.

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