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Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

3 passos para aprender a pedir ajuda

Você pode escutar constantemente que precisa ter força para enfrentar certas situações da vida, que é necessário ser forte em diferentes momentos e que ainda tem que aprender a lidar com as crises, mas isso não significa que você precisa passar por tudo sozinho, certo?

Pedir ajuda para alguém próximo ou para um profissional, pode ser uma saída para os momentos difíceis e saiba que isso não é sinal de fraqueza, pelo contrário, essa simples atitude demonstra muita força, coragem e equilíbrio.

Vivemos em um mundo altamente competitivo, é muito comum as pessoas pensarem que se pedirem ajuda a alguém, terão que retribuir aquele “favor” de alguma forma. Esse é um pensamento equivocado. A verdade é que pedir ajuda nos torna pessoas mais empáticas, é assim que nos preparamos melhor para momentos e situações em que nós exerceremos o papel de ajudar a alguém, não como uma simples troca de favores. Mas porque olhamos além de nós mesmos.

Infelizmente, muitos de nós fomos educados em um formato onde a recompensa e a autossuficiência fazem parte da nossa cultura e por esse motivo, muitas vezes temos dificuldade em pedir ajuda. Outras pessoas acham ainda que só precisarão de ajuda quando realmente estiverem passando por um sofrimento extremo. O famoso “pedir quando não tiver mais alternativa”, já ouviu falar? Mas, a verdade é que não é sempre que conseguiremos nos “virar” sozinhos e, como psicóloga, posso garantir que isto é natural, não um sinal de fraqueza. Afinal, qualquer incômodo ou inquietação bastam para você poder ser ajudado.

Alguns pontos podem te ajudar a aprender a pedir ajuda. Vamos lá?

  • Reconhecer que precisa de ajuda – O primeiro passo para aprender a pedir ajudar é reconhecer que precisa de fato dela. Acredite: não somos uma “ilha”, precisamos sempre da ajuda do outro de diversas formas, e isso pode acontecer em uma simples conversa, por exemplo. Muitas pessoas sofrem caladas e tem medo de abrir os seus sentimentos para outras pessoas. Mas entenda: encontrar uma pessoa que nos ouça e que possamos desabafar, já é uma grande ajuda e nos faz sentir muito melhor. Reconhecer nossas limitações significa aceitar que não temos todas as respostas para tudo e que de fato não somo pessoas com “superpoderes”. Quando eu aprendo a reconhecer eu me torno mais corajoso e humilde, pois o apoio do outro fortalece para avançar e alcançar os objetivos.
  • Não achar que sempre é autossuficiente em tudo que faz – Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, autossuficiência significa aquele que vive de maneira independente, que não precisa de apoio, ajuda ou auxílio. Pessoas que se julgam autossuficientes em sua rotina, dificilmente pedem ajuda, pois de fato ela se julga como conhecedor que promoverá a sua própria ajuda. No entanto, essa atitude pode tornar as pessoas arrogantes, intolerantes e egoístas, pois elas acreditam que o mundo todo está ao seu dispor e que todos a sua volta devem cumprir as suas vontades. Por isso, avalie as suas atitudes e veja se realmente você está agindo com autossuficiência ou se está aberto a se relacionar, assumindo as suas dificuldades e pedindo ajuda. Tenha certeza que dessa forma, você viverá uma vida mais leve e também mais sociável, pois é muito bom estar próximo de uma pessoa humilde, flexível e que está sempre disposta a aprender.
  • Procurar ajuda certa – Há situações em que estamos extremamente incomodados e o que precisamos vai além de uma simples conversa ou desabafo com um amigo. Muitas vezes a ajuda mais adequada virá de especialistas da Psicologia ou Psiquiatria, de acordo com as características de cada caso. Reconhecer a necessidade de ajuda e atendimento na área da saúde emocional, já é um grande começo. Se algo está errado com um de seus órgãos, você não reluta em procurar um médico, certo? Pois compreende os danos de uma possível negligência.

Assim como o nosso corpo, as nossas emoções também adoecem e nesses momentos, precisamos de ajuda. Entretanto, saber qual o momento de recorrer a um profissional para algum tipo de cuidado nem sempre é fácil, justamente por esbarrar em crenças limitantes, sentimentos de autossuficiência e medos. Mas, a ajuda profissional auxilia no autoconhecimento e na identificação do propósito de vida da pessoa, promovendo assim uma vida mais leve e um grande bem-estar emocional.

Assim, o marcador para pedir ajuda está dentro de cada um e devemos saber identificar e abandonar o orgulho para trás, abrindo espaço para recorrermos a alguém que de fato possa nos ajudar. Suportar sozinho as dores, os sofrimentos e as crises, nos desencoraja e não nos leva a lugar algum. Em muitos casos, pedir ajuda nos concede uma nova oportunidade para encontrar a esperança, somos resgatados de uma situação que acreditávamos ser impossível de resolver. Há poder em permitir-se pedir ajuda, use-o ao seu favor!

Portanto, supere os seus limites pessoais, não resista sozinho e deixe ser ajudado.

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