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Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

Ciúme: como aprender a controlá-lo!

Com certeza, em algum dia na vida, você já deve ter passado por alguma situação em que precisou controlar os ciúmes, certo? Até aqui parece tudo normal, pois afinal de contas, essa sensação faz parte da condição humana, muito comum em relacionamentos.

No entanto, quero trazer algumas perguntas para reflexão: sentir ciúmes de alguém é normal? Precisamos mesmo aprender a controlá-lo? Quando é que realmente esse sentimento atrapalha o relacionamento? Essas e outras perguntas serão respondidas neste artigo!

Em primeiro lugar é interessante destacar que o ciúme pode aparecer até mesmo na infância, com o nascimento de um irmãozinho ou ainda, com amigos na escola. Posteriormente, esse sentimento pode evoluir para um estado mais latente, quando nos envolvemos em uma relação amorosa. Com a observação dos casos, é possível afirmar que, geralmente, o ciúme vincula-se com a baixa autoestima, insegurança ou medo de perder o que se valoriza.

De acordo com o Dicionário da Língua Portuguesa, ciúmes é um substantivo masculino, que se refere a: “sentimento complexo e de difícil compreensão, provocado pelo medo de perder a pessoa amada; receio de que a pessoa amada se apegue a outra; despeito por ver alguém possuir um bem que é alvo do seu desejo; inveja; desejo de manter ou de proteger algo que é motivo de orgulho”.

Observe que a primeira definição trazida pelo dicionário é a de que o ciúme é um sentimento complexo e de difícil compreensão. No entanto, é necessário compreender que sentir ciúmes de algo ou de alguém é absolutamente normal, desde que esse sentimento apareça ocasionalmente. Sem gerar grandes prejuízos para quem o sente, ou para o alvo dessa emoção.

O que precisamos observar é se outras emoções negativas como: tristeza, frustração, ansiedade ou raiva, aparecem como um “combo”, além da frequência desse sentimento em sua rotina. Caso isso ocorra, estamos diante de um grande problema! Portanto, o que pode ser feito?

A autoavaliação é um passo primordial, feita de maneira honesta, para que você avalie criticamente o grau de presença desse sentimento em seu cotidiano. Algumas perguntas são grandes auxiliadoras para essa reflexão! Tente responder os seguintes tópicos com “sim” ou “não”:

  • É comum surgirem brigas por desconfianças tolas em seu relacionamento?
  • Você carrega o hábito de “vigiar” as redes sociais de seu parceiro?
  • Você fiscaliza os passos do seu companheiro?
  • Você vê ameaças em todas as conversas que seu parceiro tem com alguém do sexo oposto?

Em caso de respostas afirmativas para a maioria das perguntas acima, muito provavelmente você já é capaz de observar que tais atitudes podem estar atrapalhando o seu relacionamento ou, no mínimo, gerando um enorme cansaço mental. Sendo assim, é pertinente aprender a controlar esse sentimento, antes que você se veja sendo controlado por ele.

Destaquei abaixo algumas dicas práticas de como podemos controlar os ciúmes em nosso dia-a-dia para assim, alcançarmos um relacionamento mais saudável:

  • Avalie o motivo do seu ciúme – Questione-se sobre a razão que o leva a ter esse sentimento e tente identificar qual situação gerou esse despertamento. Uma vez que essa informação é reconhecida, é preciso analisá-la com cautela e conversarcom o parceiro sobre essa situação. O fato é que se não houver consciência de que o ciúme está em um nível excessivo, é pouco provável que o indivíduo busque algum tipo de ajuda. ⠀
  • Confie no seu parceiro (a) – Aprenda a desenvolver a sua confiança na relação e também com o seu companheiro. Geralmente a falta de confiança está relacionada com a baixa autoestima ou medo de perder o afeto do parceiro. A melhor forma de melhorar esse sentimento é por meio do diálogo (tema do nosso próximo item), comunicando abertamente as suas intenções e dificuldades.
  • Mantenha o diálogo – Esse hábito funciona como um complemento das duas anteriores. Além de deixar visível o que você procura no relacionamento, converse sempre que se sentir inseguro, compartilhe seus medos e receios, além dos detalhes das situações que mais ativam esse sentimento. Mostre a sua disposição em não permitir que o ciúme ocupe um lugar central no relacionamento. A vulnerabilidade, nesse sentido, será a sua grande aliada.
  • Promova a sua autoestima – Pessoas com autoestima elevada confiam em si mesmas e consequentemente, demonstram uma maior confiança no parceiro. Acredite: você merece se amar primeiro, pois dessa forma conseguirá transmitir mais afeto, carinho e por fim, mais amor para as pessoas com quem se relaciona.
  • Não seja controlador (a) – Entenda que é impossível controlar a liberdade do outro. As pessoas são diferentes, portanto, vivem, pensam e agem de formas distintas. Quando você não respeita esse espaço,a sua falta de confiança é demonstrada, na tentativa de, a todo custo, controlar os passos daquele com quem você se relaciona. Nesse sentido, é válido lembrar que cuidado não está associado a quaisquer tipos de aprisionamento.
  • Não viva no passado – Quem se relaciona, em algum momento, precisará se libertar do passado, seja de algum trauma, traição ou problema. Por isso, não traga as inseguranças de outros relacionamentos para a relação atual.Se não conseguiu superar os traumas e sente que é uma constante negativa em sua vida, procure ajuda profissional para curar a sua ferida do passado, bagagens passadas constantemente tornam-se pesos nas relações atuais, o que impacta ambas as partes envolvidas.
  • Demostre amor de várias formas – Ao contrário do que muitos pensam, sentir ciúmes de forma excessiva não é uma expressão de amor, pelo contrário é uma forma de possessão, controle e desequilíbrio. O amor é um sentimento que demonstra mansidão, leveza e equilíbrio. Por isso, avalie as formas pelas quais você demonstra amor e entenda a linguagem de amor do seu parceiro. Sugestão: leia o livro “As cinco linguagens do amor”.
  • Não faça comparações – Assim como você não pode viver no passado, você também não precisa se comparar com os ex-parceiros da outra pessoa. Afinal, cada um possui uma personalidade diferente. Lembre-se de que o seu parceiro ao seu lado e se é capaz de demonstrar afeto e suporte, significa que escolhe estar com você todos os dias.
  • Busque ajuda – Caso você perceba que não está conseguindo de fato vencer os ciúmes sozinho, busque ajuda na terapia. Cada pessoa pode desenvolver um nível ou um grau diferente de intensidade em relação a esse sentimento, podendo apresentar inclusive um caráter patológico nas situações mais graves. Nesse contexto, a psicoterapia é uma ferramenta que auxilia no processo de elaboração dos conflitos internos que impactam as nossas formas de se relacionar tanto com nós mesmos, como com o outro.

Como Psicóloga, conte comigo para ajudá-lo na jornada de aprender a controlar o ciúme excessivo para assim, desenvolver um relacionamento mais saudável e leve.

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