escolhas
Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

Como superar o medo de fazer escolhas?

A necessidade de fazer escolhas ao longo da vida faz parte da realidade da maioria das pessoas, afinal grandes ou pequenas, rápidas ou mais demoradas, escolhas são feitas diariamente, desde o momento em que acordamos, até o instante em que vamos para a cama ao finalizar mais um dia. Mas, se escolhas são tão comuns e todo mundo precisa realizar uma série delas ao longo da vida, por que tantas pessoas ainda sofrem diante de uma escolha que precisa ser realizada?

O medo é uma das principais respostas para começarmos a responder esse dilema! Esse medo pode ser motivado por vários fatores impulsionadores, como: escolhas vistas como “erros” do passado; expectativas de agradar outras pessoas; aversão ao sentimento de frustração; riscos de arrependimento e a lista ainda continua com vários outros exemplos. Mas, o que todos esses sentimentos têm em comum? Eles estão conectados com o medo exagerado de fazer más escolhas.

Na Psicologia, estudamos os conceitos de Soren Kierkegaard, um dos principais pensadores do existencialismo. Ele afirmava que a angústia é o “cerne” da existência humana. Dizia ainda que desde o princípio, nos tempos de Adão, a necessidade de escolher entre obedecer ou não às ordens recebidas, já revelava a angústia presente no ato da escolha.

Aqui já vemos que há muito tempo, filósofos e estudiosos refletiam sobre os pesos de ter que fazer escolhas. Mas, será mesmo que elas sempre precisam ser tão pesadas? Eu acredito que não, e é exatamente isso que aprenderemos juntos ao longo deste artigo.

Por que você deve aprender a fazer escolhas?

A habilidade de fazer escolhas é um pressuposto do próprio definidor do que é ser humano. Será que é possível aprendermos a controlar o domínio que esses pensamentos conflitantes exercem sobre a nossa rotina? A partir da minha experiência com atendimento psicoterapêutico e com os resultados que observo em meus pacientes, posso dizer que sim, é perfeitamente possível aprendermos estratégias para esse objetivo. As escolhas podem servir como instrumento de liberdade, não de prisão. Aprender a vê-las dessa forma é saudável para a sua saúde mental.

Quem sabe fazer escolhas, não necessariamente irá acertar em todas. Na verdade, é pouco provável que alguém não tenha que arcar com as consequências de escolhas equivocadas. Entretanto, a habilidade de fazer escolhas é acompanhada pelo autoconhecimento, capacidade de organização e planejamento, além de confiança em seus próprios objetivos.

Você não vai acertar em todas as suas escolhas, aqui o óbvio precisa ser dito: ninguém consegue prever a ordem dos acontecimentos futuros. O que você tem é sempre o conhecimento advindo da bagagem do que já foi vivido e sabe de uma coisa? Escolhas vistas como “erradas”, também podem gerar o conhecimento que irá compor essa bagagem. O que quero dizer com isso? Você pode aprender com todas as suas escolhas, mesmo aquelas que não geraram os resultados esperados. Agora que você já sabe o porquê é importante saber fazer escolhas, vamos conhecer características de quem já aprendeu essa habilidade?

Cinco características de quem sabe fazer escolhas:

  • Conhece as suas prioridades para o presente e futuro, além de procurar agir de acordo com os objetivos traçados para as áreas pessoais e profissionais;
  • Consegue equilibrar os estímulos racionais e emocionais, sabendo analisar os prós e contras antes de concluir um processo de tomada de decisão;
  • Sabe analisar o seu próprio contexto e prioriza escolhas que mais façam sentido para a sua realidade atual e evita aplicar comparações com padrão de escolhas feitas por terceiros;
  • Aprende com pessoas em quem confia a partir de uma escuta atenta e pela observação de como lidam com experiências semelhantes;
  • Valoriza o autoconhecimento para que seus anseios, limites, princípios e outros elementos que formam sua essência não sejam desrespeitados diante das escolhas necessárias.

Além disso, é importante perceber que grandes resultados são advindos de pequenas escolhas feitas diariamente e que, muitas vezes, não despertam a nossa atenção como deveriam. Por exemplo, a escolha por hábitos de estilo de vida saudável, podem começar por um café sem açúcar, uma fruta no lugar de um pão com manteiga. A escolha de em qual escola colocar os seus filhos no próximo ano e qual o período escolar, por exemplo, é iniciado no momento em que se delimita que tipo de educação deseja para o seu filho, quais são os seus princípios inegociáveis ou até mesmo, depois de solicitar uma reunião para compreender melhor o que forma o plano pedagógico da instituição.

Todas as grandes escolhas precisam estar em diálogo para o que você projeta para o seu futuro, mesmo que ainda não tenha todas as respostas prontas. Na verdade, poucas pessoas podem dizer que carregam tais respostas, ao menos com tanta clareza. A vida acontece de fato, no meio do caminho. O que isso significa? O tempo que você direciona para o seu autoconhecimento e para conhecer qual tipo de vida pretende levar, naturalmente conduzirá o processo de tomada de decisões. Ainda assim, a vida irá te surpreender. Sabendo disso, encare a sua “obrigação” em fazer opções com mais leveza, um passo de cada vez.

Você começará a ter menos medo de fazer escolhas quando começa a entender que ninguém está esperando que você acerte em todas elas, a não ser você mesmo.

Se esse artigo foi útil, me mande uma mensagem no meu Instagram @psimichellebranquinho. Quero saber se o seu processo de escolhas está mais leve!

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