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Michelle Branquinho

Michelle Branquinho

O que devo procurar em uma pessoa?

A pergunta do título deste texto provavelmente já passou pela sua cabeça em algum momento de sua vida. Afinal, por mais que pareça fácil saber o que nos chama a atenção em alguém, não demora muito para descobrirmos que esta pode ser uma missão mais complexa do que imaginávamos.

Prova disso é quando entramos em um relacionamento que, no começo, aparenta ter todas as características para dar certo, mas que, após a fase dos dilemas mais profundos ser iniciada, o sentimento é de que as coisas começam a “desandar”, como muitos costumam dizer.

É claro que nenhum relacionamento começa com a garantia de que será longo ou que terminará em compromissos mais permanentes — como em um pedido de casamento por exemplo — além disso, o mais comum é que ninguém entre em uma relação com expectativas de terminá-la, mas em muitos casos, as frustrações observadas em relações poderiam ter sido identificadas e, portanto, até mesmo evitadas, se algumas perguntas tivessem sido feitas anteriormente.

É sobre essas perguntas e a busca pelas respostas que falaremos neste artigo. Mas, primeiro, reflita consigo mesmo: por que é tão difícil saber exatamente o que estamos procurando? Para pensarmos sobre este primeiro ponto, vejamos os tópicos a seguir:

  • Influências externas sobre as nossas decisões;
  • Expectativas guiadas por um padrão próximo a perfeição;
  • Influências de experiências e traumas passados;
  • Falta de autoconhecimento;
  • Influência da baixa autoestima;

Por outro lado, uma segunda pergunta que quero responder a seguir é: por que é importante saber o que estamos procurando em alguém? Já adianto que não se trata de colocar limites rígidos, expectativas inalcançáveis ou rigidez em nossas escolhas. Um primeiro ponto é compreender que ao saber o que procuramos em outra pessoa, abrimos espaço para outro tipo de questionamento — Esse alguém encontraria em mim o que ele (a) também procura? Não se trata de querermos mudar a nossa personalidade para nos encaixarmos nas expectativas de alguém, mas de nos questionarmos se estamos sendo coerentes em nossa procura. Afinal, como cobrar algo que nem você mesmo é capaz de oferecer? Veja que não faz muito sentido.

Agora que já refletimos sobre o que pode tornar essa missão mais difícil e as razões pelas quais é tão importante pensar nessa questão, vamos para as repostas da pergunta do título deste texto? Afinal, o que devemos estar procurando em alguém? Certamente uma lista extensa de tópicos poderia servir de resposta para essa pergunta, mas separei 5 exemplos que considero essenciais e que não podem ser ignorados. Vamos aos pontos:

 

As 5 características que precisamos procurar em relacionamentos

 

1) Alguém que não desrespeite seus princípios inegociáveis: para você ser capaz de encontrar alguém que não desrespeite seus princípios inegociáveis, primeiro você deve saber quais são os seus. Alguma vez já se perguntou do que você não abre mão? Algo que, em hipótese alguma, seria algo que você deixaria de defender ou desejar?

Vamos para alguns exemplos: talvez você não abra mão de passar os finais de semana na natureza, é algo que faz parte de quem você é. Faria sentido abrir uma exceção a alguém que logo no princípio já demonstra não gostar de nada associado a esse tipo de ambiente? Pode parecer simples, mas esse conceito se aplica em diversas situações.

Talvez, você não suporte pessoas egoístas. Trata-se de um princípio. Estar com alguém que age contra esse ideal, ainda que apresente diversas outras qualidades, em algum momento irá entrar em conflito com a sua essência. A longo prazo, essa é uma receita para conflitos e discussões. Faça uma lista com seus princípios! Esse é o primeiro passo.

2) Alguém que traga mais leveza do que peso: essa definição é aplicável em todos os tipos de relacionamentos. É claro que em relações, principalmente aquelas que envolvem maior intimidade e proximidade, aparecerão conflitos e divergências. Porém, é preciso colocar na balança se os ganhos são maiores que as perdas. Ao contrário do que possa parecer, esse não é um pensamento egoísta, que visa apenas o seu próprio bem. Mas, é preciso entender que ao escolhermos permanecer em uma relação, é porque há um valor.

Saber disso antes de iniciar um relacionamento evita grandes problemas. Após criar um vínculo emocional e até mesmo de dependência com outra pessoa, torna-se mais difícil reconhecer que é preciso sair de um relacionamento responsável por “sugar” a sua energia. Nesses casos, constantemente mais se doa do que se recebe. Ao longo do caminho, pode-se perder a leveza do relacionamento e também um pouco de si mesmo. Depois de um tempo, isso pode ser visto como natural, mas não se engane!

3) Alguém que trate as outras pessoas com respeito: principalmente em inícios de relacionamento, em geral vive-se a fase onde se olha tanto para a pessoa com a qual se está envolvida que pode ser difícil reparar em como essa mesma pessoa age com outros, por exemplo. Antes de se envolver emocionalmente, observe se o respeito, a cordialidade e a gentileza são expressas com outros além de você. Como é a relação desse alguém com seus familiares? E com pessoas aleatórias e desconhecidas? Percebe algum padrão de agressividade ou impaciência exagerada? Como esse alguém age em situações onde é contrariado (a)?

4) Alguém que entenda a sua individualidade: pessoas que estão prontas para se relacionar emocionalmente precisam estar dispostas a trabalhar em uma versão melhor de si mesmas, certo? Mas, assim como existem os princípios citados anteriormente, há uma bagagem individual que cada um traz consigo ao iniciar uma relação. Suas manias, preferências e necessidades pessoais precisam ser respeitadas, ainda que nem sempre totalmente entendidas.

Haverá momentos em que você desejará ficar sozinho, outros em que precisará ceder e ir em lugares que, por conta própria, provavelmente não iria. Muitas vezes, precisará ouvir quando se deseja falar. Do mesmo modo, precisará encontrar palavras e estabelecer a comunicação, não porque deseja verbalizar os seus pensamentos, mas por saber que é importante para o casal.

Uma relação saudável é uma combinação entre o espaço para si mesmo, para o outro e para quem são enquanto parceiros. Por isso, na hora de procurar alguém, mantenha isso em mente.

5) Alguém que esteja disposto: para finalizar a nossa lista, é preciso destacar que é importante encontrar no outro a disponibilidade — para a mudança, para a comunicação, para ceder, para ouvir e para trabalhar em conjunto pelo bem da relação. Ainda que no começo de um relacionamento, antes de terem um envolvimento amoroso, possa ser difícil encontrar as respostas para essas observações, aposto que mesmo em uma amizade, conseguimos perceber se estamos diante de pessoas maleáveis ou irredutíveis.

Espero que esses cinco pontos levem você a refletir sobre quais têm sido os seus parâmetros no momento de considerar se alguém é a pessoa certa para começar um relacionamento!

Você ainda tem dúvidas sobre o assunto? Acompanhe o meu perfil no Instagram @psimichellebranquinho.

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